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sábado, agosto 13, 2022
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Som alto de bares em praias provoca queixas de banhistas

Caixas de som de espaços comerciais incomodam com volume alto | Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE

Por Bruno Brito*

No verão, as praias soteropolitanas ficam ainda mais cheias. Mas nem sempre esse elevado fluxo de banhistas está associado ao bom comportamento nas praias. Poluição sonora, prática de esportes em lugar inadequado e a presença de animais domésticos nas praias da capital são alguns dos pontos em discussão entre os banhistas. O hábito de levar caixinhas de som para escutar música, muitas vezes em alto volume, à beira mar, tem gerado reclamação de quem quer aproveitar o clima tranquilo da praia. A maioria invade a privacidade alheia e descumpre a Lei 5.354/98 ou Lei do Silêncio.

Apesar de gostar de ouvir música enquanto curte a praia, Marileide Oliveira, 42, reclama do incômodo gerado por caixas tocando playlists distintas, tudo ao mesmo tempo, em bares, por exemplo. “Pelo som, nem tanto, até gosto Uma praia sem som não é legal. O ruim é só essa mistura, são várias músicas e você não consegue entender nada”, observa Marileide, que no último dia 11 foi à Praia de Cantagalo pela primeira vez.

Som alto

Conforme a legislação, o volume permitido entre 7h e 22h é de 70 decibéis; e de 60 decibéis das 22h às 7h. Quem não respeita o previsto na lei está sujeito a uma multa de R$ 813 e R $135 mil. Para a Coordenadora de Fiscalização e Licenciamento Sonoro da Secretaria de Ordem Pública (Semop), Márcia Cardim, a situação é complicada. Trata-se de um grande volume de pessoas que levam suas caixas, o que dificulta o trabalho de apreensão. “Se a gente for fazer um trabalho de apreensão, vai ser algo meio insensato. O que procuramos fazer é o trabalho de educação. A gente panfleta, para que eles entendam que existe o respeito entre as pessoas”, disse.

Para a psicóloga Samildes Magalhães, especialista em relações interpessoais, seria mais fácil a resolução se houvesse mais empatia. “Se você aprende a se colocar no lugar do outro, você encontra um limite. Se eu fosse fulano, gostaria disso? Se eu estou na praia e tem uma pessoa, do meu lado, isso está incomodando ele? Como eu gostaria de estar aqui, sem passar pelo limite do outro?”, orienta. Na praia da Barra, por exemplo, é comum ver banhistas com caixas portáveis com alto volume, alvo de queixas.

Esportes

Outro ponto que gera grande discussão é a prática esportiva, permitida pela prefeiitura em 17 praias de Salvador (veja ao lado). Segundo a Secretaria Municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), existem locais liberados para estas atividades, mas é necessário estar atento aos espaços e horários predefinidos. O problema é que nem sempre o bom senso prevalece. Há casos de banhistas atingidos por boladas e outros incidentes que atrapalham a circulação.

Na Praia de Cantagalo, que não está inclusa nas localidades onde a prática esportiva é permitida, é comum o tradicional ‘baba’. O local é um exemplo de localidade em que tudo acontece mediante acerto entre os praticantes, banhistas e proprietários de estabelecimentos comerciais.

Organizado por Edson Araújo, 42 anos, o jogo de futebol já acontece há cerca de 20 anos. Mas ele garante que a convivência é tranquila. “Por ser todo mundo conhecido, a reclamação é bem pouca. De vez em quando a bola foge um pouco, mas a gente se preocupa com a presença das pessoas para não atrapalhar ou atingir ninguém, principalmente crianças. Quando a praia começa a ter movimento, nós paramos”, disse.

Cláudio José, 40, vai acompanhado de sua filha, Maria Clara, de 6 anos, e contou que o futebol ocorre até às 10h, para não gerar desconforto. “O baba aqui tem o horário até 10 horas, o pessoal entende muito bem. Nós temos nosso horário do baba, tem o horário dos banhistas, das crianças e dos barraqueiros. A gente conversou e tem dado super certo”, destacou Cláudio.

O coordenador do Salvamento Marítimo (Salvamar) Yuri Carlton destacou que a prática esportiva, por um longo tempo, aconteceu em locais que já eram marcados. Mas que isso acabou se perdendo. “Já existiram marcações na praia que se perderam até por conta de vandalismo. Há babas tradicionais que não causam dano. Mas há os que geram transtornos”, disse.

*Sob supervisão da jornalista Hilcélia Falcão

Redação
O A Tarde é um jornal diário brasileiro que circula no estado da Bahia. Fundado por Ernesto Simões Filho,[3][4] é o mais antigo jornal impresso baiano em circulação[5] e um dos mais antigos do Brasil,[4] a qual iniciou-se em 15 de outubro de 1912

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