26 C
Salvador
quinta-feira, janeiro 27, 2022
Home Destaque Salvador deve receber 3,6 milhões de turistas durante o verão, diz secretário

Salvador deve receber 3,6 milhões de turistas durante o verão, diz secretário

Salvador vai receber 63 navios com 176 mil turistas durante o verão (Rafael Martins | Ag. A TARDE)

A orla e as festas de Salvador são dois fatores apontados pelo secretário Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco, como essenciais para atrair os turistas. Além disso, o gestor afirma que as requalificações têm sido fundamentais para possibilitar que os visitantes e os soteropolitanos desfrutem melhor a cidade durante todo o verão.

Na entrevista a seguir, o secretário explicou que são esperados dois milhões de pessoas, incluindo soteropolitanos e turistas, para o Festival Virada Salvador 2020, que será realizado de 28 de dezembro a 1º de janeiro. Este número é pequeno se comparado ao crescimento de pelo menos 2%, com uma projeção para este verão de 3,6 milhões de visitantes que vão passar pela cidade, segundo os dados do Observatório do Turismo, informado por Tinoco.

Uma das iniciativas adotadas pela Secult é o novo projeto, “Blitz do Turismo”, que visa fiscalizar as ações dos trabalhadores das áreas turísticas e assim, evitar “conflito com o visitante que estejam na cidade” e cobranças indevidas por serviços prestados ao turista.

Como Salvador está se preparando para o Réveillon?

Associamos dois fatores que são fundamentais para ocupar o turista na cidade. O primeiro é a orla, até mesmo porque, quem viaja neste período de verão, sobretudo, aqui no Nordeste, busca destino de sol e praia. Então, nós avançamos em outras áreas de orla que foram requalificadas, além daquelas que já estavam prontas no verão passado. Cito o Farol de Itapuã e também a primeira etapa de Ondina. A previsão de conclusão desta segunda etapa de Ondina é o verão de 2020. Considero estes dois trechos fundamentais para esta experiência de quem voltará a Salvador no verão, quem vem pela primeira vez ou que não veio nos últimos anos.

O outro fator é o calendário de eventos. Salvador também se diferencia de todas as capitais do Nordeste, com as festas populares, nesse período partir de agora em dezembro, incluindo o Festival da Virada.

Sobre as requalificações, a mobilização tem se tornado algo essencial para o próprio soteropolitano?

Claro! Tivemos que fazer a retirada das barracas de praia. Praticamente a única orla do Nordeste, entre as capitais, que não possui esses equipamentos na areia. A gente tem que ter algo a mais para poder atrair, realmente, para chamar a atenção do turista que vem buscando esse acesso a sol e praia.

Algumas praias se destacam?

A gente tem uma extensão de orla muito grande, mais de 50 km, que são de praias próprias para banho e com características diversas, entre elas, inclusive, a própria Baía de Todos-os-Santos, suas praias das ilhas, sobretudo, a ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, que hoje tem um píer de atracação, alguns receptivos que tem feito passeios com as embarcações como catamarãs, bons restaurantes. Isso eu diria que é um diferencial que Salvador possui em relação às outras capitais do Nordeste, que não têm essa proximidade com águas tão calmas, límpidas e de boa temperatura.

Na outra costa atlântica, sobretudo na região de Stella Maris, Flamengo e Ipitanga, há ainda uma característica importante, que são os bares de praia, os ‘Beach Clubs’, como Lôro, Pipa e tantos outros equipamentos que acabam superando esta deficiência de não termos equipamentos de areia como barracas.

Este é um fato que considero importante: a requalificação da orla, novos espaços e, também, esta variedade de opções entre a Baía de Todos-os-Santos e a costa atlântica.

Quais festas atraem mais turistas no verão?

As festas mais tradicionais: do Bonfim, de Yemanjá, e vem todo um calendário antes disso, fechando com a estação do Carnaval. Também vem todo o calendário de eventos privados, como ensaios de blocos. Este ano tem o Festival de Verão em fevereiro, diferente do que ocorreu nos últimos anos, que foi em dezembro. Entre tantos outros eventos privados que oferecem uma diversidade de opções, de tickets, inclusive variados de menor preço, como camarote que atrai a atenção e o desejo de aquisição de compra por parte dos visitantes. Acho que este fator também é fundamental.

Os eventos vão ficar centralizados nos bairros turísticos e históricos ou outros bairros também vão receber atividades no Réveillon e no verão?

Do ponto de vista público, a gente tem uma série de atividades programadas. Tem uma concentração no Centro Histórico, porque mesmo que o turista venha com o perfil de turista de lazer, procurando sol e praia, esta vida diurna que é de frequentar as praias, banhar no mar, fazer um passeio na Baía de Todos-os-Santos, ele também é motivado a visitar o Centro Histórico da cidade. É muito comum que ele dedique um dia, pelo menos, para estar circulando pelo Pelourinho, Santo Antônio Além do Carmo, visitando os equipamentos culturais, o patrimônio arquitetônico.

O Pelourinho Dia e Noite vai desenvolver uma série de atividades ainda em dezembro, associadas ao Natal. Em janeiro, tem com outras atividades que envolvem teatro de rua, a percussão, a capoeira. A gente possui a própria casa do Carnaval, é um equipamento muito bem visitado nesse período.

Há outros pontos de concentração turística?

A orla em toda a sua extensão, a gente sabe que há uma concentração de atenção dos visitantes também pela Barra, Farol da Barra e Porto. Itapuã também é uma área muito buscada pelos visitantes e tem um polo hoteleiro muito denso e consistente. As pessoas se hospedam naquela região e procuram circular pelo Farol de Itapuã, Abaeté, pelas praias de Stella Maris e Flamengo.

A península de Itapagipe deve ter uma atenção especial este verão, porque a gente acredita que a canonização de Irmã Dulce e a requalificação de todo o Bonfim e o Caminho da Fé vai despertar este perfil de lazer, este turista também pode estar motivado e o receptivo da cidade vai trabalhar, oferecendo para ele, por exemplo, conhecer o Santuário de Irmã Dulce, fazer o passeio pela península de Itapagipe, desde a sorveteria da Ribeira à Ponta do Humaitá, que foi requalificada. A Boa Viagem está em obras também. Então, toda esta região terá uma atenção especial.

O Subúrbio Ferroviário e os bairros da região vão receber alguma estrutura no Réveillon?

No Réveillon, a prefeitura concentra na Boca do Rio. É uma estratégia da prefeitura de concentrar com os grandes shows, grande infraestrutura e serviços para atender a todos. Então passou a ser concentrado em um único ponto, apesar de, em outros 15 pontos da cidade ocorreram a queima de fogos e os shows pirotécnicos, que de certa forma é um atrativo para o baiano, o soteropolitano que frequenta as praias também nesse momento da virada.

Temos trechos do subúrbio que foram requalificados: São Tomé de Paripe, orla de Tubarão, a orla de Itacaranha, Plataforma, que já se encontram requalificadas do ponto de vista urbanístico. Temos tido uma atenção com algumas operações, visando ordenar o comércio e a ocupação nessas áreas, para que a gente ofereça melhores condições para que não só o soteropolitano, mas também o visitante, possa circular tendo uma boa experiência nessas regiões da cidade. Algumas têm outros atrativos associados, que é o caso de Plataforma, com a gastronomia, alguns restaurantes que atraem a atenção de um receptivo e de um público significativo.

A Secult vai realizar atividades e cursos para o turista e o próprio morador de Salvador durante o verão?

A gente está com uma série de ações programadas. A Secretaria de Cultura e Turismo está com a possibilidade de produzir ou reproduzir conteúdo digital. A gente quer aproveitar o verão e é muito importante isso para promover a cidade. Começa, inclusive essa semana, um novo projeto: “Blitz do Turismo”. A gente vai no âmbito do Conselho Municipal do Turismo para rua, para vários pontos turísticos da cidade fazer o levantamento daquilo que não está em conformidade. Pode ser algum problema de infraestrutura, serviço ou ocupação. A gente precisa fazer um trabalho de conscientização, muitas vezes de baiana de receptivo, vendedores de souvenirs. No Centro Histórico, está muito presente a figura do pintor tribal, que faz aquelas pinturas tribais nas pessoas, nos turistas. A gente já fez algumas capacitações, mas chega neste momento do verão, é uma oportunidade que as pessoas veem de gerar renda. A gente tem que ter muito cuidado com isto, pela qualificação, pela capacitação, para que as pessoas exerçam estas atividade dentro da formalidade. Temos que coibir a clandestinidade, porque o assédio precisa ser evitado.

Quando foi lançado o Festival da Virada havia uma estimativa de receber 2 milhões de pessoas, durante os cinco dias de evento. Esta estimativa já aumentou com a passagem dos mês ou continua a mesma?

Permanece. É uma expectativa de 2 milhões durante os cinco dias. A gente tem monitorado o fluxo turístico permanentemente e, em 2019, está com o fluxo maior do que ocorreu em 2018. A gente tem um observatório do turismo que faz este monitoramento mês a mês, e já fechou o relatório até o mês de outubro. Vamos fechar, talvez, até a próxima semana, o mês de novembro. Só no mês de outubro, se mantiver a média que a gente tem por mês, já ultrapassa os 9,3 milhões de turistas que tivemos em 2018, então, dentro dessa realidade de crescimento, a nossa expectativa do Festival Virada e o próprio verão, a gente pode ter um fluxo aqui maior do que o que ocorreu nesse último período do ano passado.

Qual a estimativa do visitantes no verão?

No verão, a gente deve atingir 3,6 milhões de turistas. Os 9,3 milhões que ocorreram no ano passado foi durante todo ano de 2018, entre janeiro e dezembro. Então, a gente hoje já sinaliza que deve superar esta marca de 9,3 milhões, no ano de 2019. Deve ter um crescimento de pelo menos 2%. A gente teve cerca de 3,5 milhões de turistas entre dezembro de 2018 e março de 2019, a gente já projeta para este verão 3,6 milhões, é o que nosso observatório projeta.

Quantos cruzeiros devem vir para Salvador?

São 63 navios. Só que a temporada de cruzeiros, considero, que começou no finalzinho de outubro e vai até abril. A gente recebe 63 navios com 176 mil turistas, que é a oferta de assentos. Não significa que os 176 mil desçam na cidade, muitos ficam no navio mesmo. Tem navio que passa umas 12h, o que passa por pernoite é mais fácil e mais comum eles descerem em um volume maior, mas já é 31% maior do que foi na temporada 2018-2019.

Quanto se estima que Salvador deve arrecadar nesse período do Réveillon e do verão?

No Réveillon a gente estima uma movimentação – do que a gente chama de receita turística – de R$ 407 milhões. Projeta isto baseado no histórico de gasto médio em cima das pesquisas de perfil turístico que nós fazemos. Este gasto médio, hoje, está estimado em R$ 872 por pessoa, durante os cinco dias, de 28 de dezembro a 1º de janeiro. A gente estima receber 467 mil turistas e a projeta receber uma receita turística de R$ 407 milhões.

Como são estes gastos?

O gasto médio, fora a passagem aérea, que eles pagam na origem, é com alimentação, que representa cerca de 35% dos gastos; transporte, pode ser aluguel de carro, táxi, Uber, representa 28% deste gasto; compras diversas no comércio representa 18%; hospedagem representa 14% e a compra de shows, ensaios e espetáculos representa 5%, por último tem o gasto com guias e excursões que é 2%. Esta é a composição da movimentação econômica, isto no Festival Virada. Não é uma arrecadação, é uma receita turística, porque é uma movimentação econômica. Isto é o gasto deles nessas áreas todas da cidade.É uma receita turística, é o que movimenta a economia de Salvador.

E no verão, tem uma estimativa?

No verão, baseado nesses 3, 6 milhões de turistas, a gente estima uma movimentação na cidade, nesses quase quatro meses, de mais de R$ 4,7 bilhões, de agora de dezembro até março.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

dez + dezenove =

Últimas Notícias

Artistas baianos levam Carnaval para EUA

Artistas baianos levam o Carnaval de Salvadror para Orlando, nos Estados Unidos (EUA), neste sábado, 7. Entre as atrações estão Harmonia do...

Após sucesso do Carnaval 2020, Camarote Club se prepara para comemorar cinco anos em 2021

Apesar da folia já ter terminado, o clima de alegria ainda é grande entre os organizadores do Camarote Club, situado na região...

Grupo A TARDE amplia o protagonismo na cobertura do Carnaval

O Carnaval de Salvador teve uma completa e ampla cobertura oferecida pelas principais plataformas do Grupo A TARDE ao longo dos sete...

Após jejum de 23 anos, Viradouro é campeã do Carnaval do Rio

A Viradouro é campeã do Carnaval 2020 do Rio. Com o enredo "Viradouro de Alma Lavada", a escola homenageou as Ganhadeiras de...

Cajazeiras tem recorde de público durante Carnaval

O Cajazeiras Folia 2020, realizado entre o sábado, 22, e a terça-feira, 23, superou as expectativas ao atingir recorde de público....

PATROCÍNIO

APOIO